Category Archives: Blaxploitation

Blaxploitation

O termo blaxploitation foi criado por Junius Griffin, cabeça da Associação Nacional para Avanços de Pessoas de Cor, tradução literal da NAACP de Los Angeles.

Um dos objetivos dos filmes de baixo orçamento batizados de Blaxploitation era criar e avançar o debate sobre igualdade entre as raças pela América do Norte. No entanto, os filmes acabaram sendo taxados de reforçadores de estereótipos negros vistos como negativos ao invés de promover qualquer equiparação cultural e social.

Apesar dos níveis de verdade contidos no parágrafo acima, alguns dos blaxploitations resultaram em filmes com ideias e tons mais radicais e viscerais do que as produções mainstream da época. Os problemas de roteiro, atuação e narrativa eram passíveis de muitas críticas, mas isto era quase inerente ao gênero e subgêneros do exploitation tao amado e celebrado por Tarantino.

Há quem considere os blaxploitations um dos maiores expoentes cinematográficos da década de 1970. Com trilhas sonoras com o melhor do soul e funk do período aliada à ação e quebra quebra com mulheres bonitas. Confira os pôsteres de mais de 40 filmes e tenha só uma ideia do que se passava. Fusões de cultura afro com kung fu e soft porn com gangsteres e pimps.

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Blaxploitation

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O “cinema negro”, por excelência, sempre foi marginalizado. Em especial nos Estados Unidos, onde somente em 2002 uma atriz e um ator negro conseguiram abiscoitar os melhores prêmios na principal cerimônia do país, o Oscar. Se levarmos em conta ainda o cinema europeu, o panorama é mais desolador. Nenhum diretor de renome e raríssimos atores. No Brasil, apesar do renascimento do cinema, não há nenhum diretor negro, ainda que bons atores tenham surgido, como Lázaro Ramos. O cinema africano, apesar de existir, raramente atinge um público abrangente, sendo relegado aos festivais hipermega-alternativos para cinéfilos convictos e dependentes. Ainda que nomes importantes como Abderrahmane Sissako ganhem financiamento europeu para produzir seus filmes e apresentem um talento indiscutível, é muito pouco para o continente africano.

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Para se conseguir alguma consistência do cinema negro, não resta dúvida que devemos olhar para a produção de Hollywood, que desde a década de 70 percebeu que o filão era muito bom e importante para se desprezar. Se em The jazz singer, de 1927, um ator branco pintou o rosto de negro, na década de 60 Sidney Poitier tornou-se um ícone de respeito, com grandes atuações em fitas como Advinhe quem vem para jantar? e Ao mestre, com carinho, ambos de 1967, Poitier abriu portas. Com a liberdade civil ganhando cada vez mais força nos EUA, nada mais natural que a década de 70 pudesse ser o cenário ideal para que os negros fizessem uma grande invasão.

Junto com essa conquista nos cinemas, na música, os negros ganhavam cada vez mais espaço com Funkadelic, the Impressions, Sly`s and Family Stone e até mesmo James Brown, que produziam músicas cheias de mensagens políticas e sociais, junto com todo o ritmo. As paradas de sucesso provavam que havia demanda para “música com mensagem”. Natural que os negros buscassem no cinema uma resposta similar.

Foi o que aconteceu. Ainda que conhecido como movimento “blaxploitation”, a indústria cinematográfica se deu conta de que poderia faturar bastante fazendo filmes dirigidos à comunidade negra e também para apreciadores de cinema. Surgiu uma estética interessantíssima, que hoje ecoa em trabalhos de diretores como Quentin Tarantino e até mesmo no modernete David Fincher.

Cores berrantes, perseguições incansáveis, humor ralo e chulo, heróis de caráter duvidoso, violência, violência e mais um pouco de violência era as marcas registradas do blaxploitation. Com todo este jeitão rebelde e tosco por natureza, o cinema negro norte-americano começava a sair do limbo para ganhar força de movimento cultural. A excelente Pam Grier marcou época com suas personagens-heroínas sexys sempre de batom rosa e calças justíssimas. Basta ver filmes como The mack, Foxy Brown ou Superfly para render homenagens à Pam. Beyoncé Knowles prestou seu tributo ao atuar como Foxxy Cleopatra em Austin Powers e o homem do membro de ouro. Para quem nunca viu a atuação de Pam Grier na década de 70, a personagem de Beyoncé mostra muito bem como era.

Além de Grier, Ron O`Neil, Richard Pryor, Max Julien, Antonio Fargas e Melvin Van Peebles eram os caras. Apesar de toda a evidente apelação com excesso de violência e sexo, os filmes marcaram um jeito de fazer cinema de baixo orçamento e voltado somente ao entretenimento banal. O durão Richard Roundtree encarnando Shaft faz a prova final do gênero. Mas mais importante do que tudo isso, foi que o blaxploitation abriu portas para gente como o genial Spike Lee e seus filmes protesto da década de 80. Denzel Washington, Jada Pinkett-Smith, Halle Barry e Mario Van Peebles, todos, sem dúvida alguma, devem agradecer o estilo da década de 70 em suas maneiras de atuar. Também é nítido a influência do blaxploitation na música hip-hop da atualidade. Todos os elementos estão ali, basta ver um clipe de qualquer rapper.

Para conhecer um pouco mais do blaxploitation, vale a pena dar uma fuçada nas locadoras atrás dos filmes do gênero. Segue ai uma listinha que você pode usar como referência para auxiliar sua busca. Não se preocupe muito com o enredo, basicamente ou são comédias grosseiras ou são policiais violentíssimos. Ou, às vezes, são os dois. Talvez seja um pouco difícil encontrar no Brasil, mas nada que o site da Amazon não resolva.

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Shaft, de Gordon Parks, EUA, 1971
Superfly, de Gordon Parks, EUA, 1972
Black mama, white mama, de Eddie Romero, EUA, 1972
The mack, de Michael Campus, EUA, 1973
Coffy, de Jack Hill, EUA, 1973
Foxy Brown, de Jack Hill, EUA, 1974
Cleopatra Jones and the casino of gold, de Charles Bail, EUA, 1975
Cooley high, de Michael Schultz, EUA, 1975
Friday Foster, de Arthur Marks, EUA, 1975

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Staple Singers – Let’s Do it Again (Soundtrack)

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Staple Singers – Let’s Do it Again (Soundtrack)

01 – Let’s Do It Again
02 – Funky Love
03 – A Whole Lot Of Love
04 – New Orleans
05 – I Want To Thank You
06 – Big Mac
07 – After Sex
08 – The Chase

Link Original

Pass/senha:nazarious

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I FEEL THE EARTH MOVE – From Jazz To Soul’n’Funk To Blaxploitation

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I FEEL THE EARTH MOVE – From Jazz To Soul’n’Funk To Blaxploitation

01 Leon Spencer – Message From The Meters
02 Jack McDuff & George Benson – Hot Barbecue
03 Boogaloo Joe Jones – I Feel The Earth Move
04 Isaac Hayes – Cafe Regio’s
05 Gene Ammons – Jungle Strut
06 Charles Earland – Incense Of Essence
07 Kenny Burrell – Nana
08 Cannonball Adderley – Walk Tall
09 Ron Holloway & Gil Scott-Heron – Is That Jazz
10 Funk, Inc. – Memphis Underground
11 Gary Bartz – Dr. Follow’s Dance
12 The Blackbyrds – Spaced Out
13 Johnny Hammond – Shifting Gears
14 Pleasure – No Matter What

Link Original Part 1
Link Original Part 2

Pass/senha:fhensofunkmusic.blogspot.com

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Blaxploitation The Best II

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01 – Curtis Mayfield – Lltlle Child Running Wild
02 – The Propositions – Africana
03 – Bill Withers – Who Is He And What Is He To You
04 – Billy Paul – Am I Black Enough For You
05 – Bob Bland – Aint no Love in The Heart of The City
06 – Curtis Mayfield – Superfly
07 – Esther Philips – Home is Were The Hartred is
08 – Gary Bartz Myu Troop – Celestial Blues
09 – Salinas – Straussmania
10 – Grover Washington Jr – Mister Magic
11 – Sly Stones – Scrossword Puzzle
12 – Lonnie Liston Smith – Expansions
13 – Ronnie Laws – Always There
14 – Rusty Bryant – Fire Eater
15 – Slay Stone – If you Want me to Stay

originalfunkmusic

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Blaxploitation The Best I

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Blaxploitation_The_Best_I.

01 – Aaron Neville – Hercules
02 – Pleasure – Bouncy Lady
03 – Brothers Johnson – Strawberry Letter 23
04 – Deodato – September 13th
05 – Earth Wind & Fire – Sweet Sweetback’s Theme
06 – A.A.B.B – Pick Up The Pieces
07 – Betty Davi – Your Mama Wants Ya Back
08 – Blackbyrds – The Runaway
09 – Funkadelic – A Joyful Process
10 – Gil Scott-Heron – Grandma’s Hands
11 – Grover Washington Jr – Inner City Blues
12 – Harlem Underground Band – Smokin
13 – Ike & Tina Turner – Bold Soul Sister
14 – James Brown – The Boss
15 – Johnny Guitar Watson – Ain´t That a Bitch
16 – Larry Yongs Fulel – Turn Off The Lights

By Original Funk Music

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Brother On The Run Johnny Patê

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Brother On The Run Johnny Patê

A fine and very rare Perception LP from some-time Impressions arranger Johnny Pate, also responsible for the classic ‘Shaft In Africa’. While this album is not as strong as the Shaft LP, it features a beautiful funky theme sung by Adam Wade and a number of strong funk instrumentals. This album obviously influenced a great many Acid Jazz artists.

Johnny Pate – Brother On The Run (1973)

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