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BMW Jazz Festival 2012

E começa hoje o BMW Jazz Festival.

Em São Paulo as apresentações acontecerão no Via Funchal: Rua Funchal, 65 – Vila Olímpia. Telefone: (0xx11) 3846-2300 – site: http://www.viafunchal.com.br

A programação no Via Funchal é a seguinte:

Sexta-Feira, 08/06, a partir das 20h30:
Ambrose Akinmusire Quintet; Toninho Feragutti, Bebê Kramer e convidados; Corea, Clarke & White.

Sábado, 09/06, a partir das 20h30:
Clayton Brothers Quintet; Trombone Shorty & Orleans Avenue; Maceo Parker e convidados Fred Wesley & Pee Wee Ellis.

Domingo, 10/06, a partir das 20h30
Darcy James Argue’s Secret Society; Ninety Miles; Charles Lloyd Quartet.

Ainda em São Paulo, no domingo à partir das 17hs, teremos também dois shows gratuitos na plateia externa do Auditório Ibirapuera: Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2 do Parque Ibirapuera, com The Clayton Brothers Quintet e Maceo Parker e seus convidados especiais Fred Wesley & Pee Wee Ellis.

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Já no Rio de Janeiro, o festival acontecerá no Teatro Oi Casa Grande: Av. Afrânio Melo Franco, 290 – Leblon. Telefone: (0xx21) 3114-3712 – site: http://oicasagrande.oi.com.br/

E a programação é:

Segunda-feira, 11/06, a partir das 21h
Corea, Clarke & White; Ninety Miles.

Terça-feira, 12/06, a partir das 21h
Trombone Shorty & Orleans Avenue; Maceo Parker e convidados Fred Wesley & Pee Wee Ellis.

Quarta-feira, 13/06, a partir das 21h
Charles Lloyd Quartet; Darcy James Argue’s Secret Society.

The Clayton Brothers Quintet

The Clayton Brothers Quintet

Trombone Shorty & Orleans Avenue

Trombone Shorty & Orleans Avenue

Alfred "Pee Wee" Ellis, Fred Wesley e Maceo Parker

Alfred “Pee Wee” Ellis, Fred Wesley e Maceo Parker

Algumas dicas para os amigos de São Paulo que forem ao BMW Jazz Festival:Se você for de carro, prepare os bolsos pois os estacionamentos estarão cobrando um tanto caro por lá (média de R$ 25).
Quem quiser utilizar o transporte público, pode pegar a linha 9 – esmeralda da CPTM e descer na estação Vila Olimpia, já que as estações de metrô/trem encerram as atividades a 1hs do domingo.
O problema de ir com transporte público é se os shows atrasarem e você ficar na mão.

E se algum amigo do Rio quiser passar dicas de transporte para o Teatro Oi Casa Grande, fique à vontade.

Nós do Original Funk Music estaremos presentes no sábado.E no domingo estaremos lá também, sabe lá quando teremos novamente Maceo Parker, Fred Wesley e Pee Wee Ellis juntos no Brasil.

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Maceo Parker with Fred Wesley and Pee Wee Ellis no BMW Jazz Festival 2012 – Post Atualizado

3 HORNS

E foram anunciadas as atrações do BMW Jazz Festival 2012.

Dentre as atrações, teremos a aguardada apresentação de Maceo Parker and his band with Special Guests Fred Wesley and Pee Wee Ellis.

O BMW Jazz Festival acontecerá de 8 a 10 de junho em São Paulo, e de 11 a 13 de junho no Rio.

Em São Paulo o festival acontecerá no Via Funchal, e no Rio de Janeiro no Teatro Oi Casa Grande.

Segundo informações, dia 10 de junho, Maceo Parker e The Clayton Brothers farão um show gratuito no Parque do Ibirapuera.

Além dos shows, o BMW Jazz Festival oferecerá seis workshops gratuitos, na Escola de Música do Estado de São Paulo, ministrados por Chick Corea, Lenny Whitw, Stanley Clarke, Charles Lloyd, Christian Scott e Trombone Shorty.

Vejam as outras atrações do BMW Jazz Festival:

Corea, Clarke & White – Projeto de Chick Corea, Stanley Clarke e Lenny White (São Paulo / Rio de Janeiro)

Charles Lloyd (São Paulo / Rio de Janeiro);

The Clayton Brothers (São Paulo);

Trombone Shorty & Orleans Avenue (São Paulo / Rio de Janeiro);

Ambrose Akinmusire (São Paulo);

Nintey Miles Project (São Paulo / Rio de Janeiro);

Darcy James Argue’s Secret Society (São Paulo);

Toninho Ferragutti e Bebê Kramer (São Paulo).

Se ano passado a Família Original esteve presente nos dois shows de Fred Wesley no Brasil, com certeza não iremos ficar fora dessas apresentações.

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Maceo with Special Guests Fred Wesley and Pee Wee Ellis no BMW Jazz Festival 2012

3HORNS/Part2

De  8 a 10 de junho em São Paulo, no Via Funchal.

De 11 a 13 de junho no Rio de Janeiro, no Teatro Oi Casa Grande.

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Você conhece o Rei do Soul?

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Divulgação

Otis Redding
Otis Redding foi um dos grandes talentos que a música negra norte-americana apresentou ao mundo, mas grande parte do público brasileiro ainda é capaz de coçar o queixo, confusa, quando alguém pergunta sobre ele. É comum ouvir chutes do quilate de: é um desses guitarristas de blues octogenários que volta e meia tocam por aqui? É aquele saxofonista de jazz que foi viciado em heroína? É um ex-ídolo da Motown que virou pastor?

Nada disso: Otis Redding é um dos maiores soulmen da história, compositor de canções maravilhosas como These Arms of Mine, (Sittin’ on) The Dock of the Bay e Respect. Esta última se tornou, na voz da diva Aretha Franklin, um hino do orgulho negro e um hit indispensável em qualquer festa dançante. Se Ray Charles era o gênio do soul, e James Brown o padrinho ou o soul brother Nº 1, Redding ganharia a honra póstuma de rei do soul.

Póstuma, infelizmente, pois este extraordinário talento morreu com apenas 26 anos, em 10 de dezembro de 1967, quando o jato Beechcraft que o levaria a um show caiu em meio a uma tempestade, no Wisconsin, encerrando precoce e tragicamente a brilhante carreira de Redding.

Divulgação

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No Festival de Monterey
Poucos meses antes, com suas baladas sofridas e canções dançantes  Redding havia arrebatado um público de jovens hippies e amantes de rock no lendário festival de Monterey. Um aperitivo do que a sua carreira prometia ser. Jimmi Hendrix, outra estrela do festival, tinha Redding como modelo.

Pouca gente sabe, mas, nos anos 60 e 70, os representantes da Soul Music e o invejável casting da Motown rivalizavam tanto na concorrência pelo mercado quanto na forma de enxergar o papel que cabia à música negra. Nascido no sul dos EUA e muito ligado à cidade de Memphis, no Tennessee, o soul foi um estilo visceral que alcançou grande popularidade entre os negros, vindo a ser adotado como manifestação musical que embalou e refletiu os protestos pelos direitos civis dos anos 60.

O soul pretendia vir da alma do compositor e dos intérpretes com o mínimo de filtros estéticos possível. O historiador Paul Friedlander o descreve como um retrato fiel dos sentimentos dos negros norte-americanos nos anos 60: “romance e desilusão, amor e luxúria, orgulho, sofrimento e luta”, afirma.

Mais assimilada pelo grande público, a Motown, gravadora sediada em Detroit e dirigida por produtores e executivos negros, abocanhou, com sua música mais formatada, elegante e contida, grande parte do público que ouvia pop music. Paradoxalmente, os dois principais selos que lançavam artistas de soul, Stax e Atlantic Records, eram comandados por brancos.

Divulgação

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Civil Rights
Tanto a Soul Music quanto os artistas da Motown foram influenciados pelo rythm and blues e pela música gospel. Os cantos gritados e o tom emocional dos coros da Igreja Batista americana, de onde vieram nomes como Aretha Franklin – filha de um poderoso reverendo – e o próprio Otis Redding, influenciaram o modo de cantar do soul, que, por sua vez, acabou tornando-se referência para boa parte da música pop que seria feita dali em diante, a começar pelo funk. Hoje, basta ouvir um cantor como Ben Harper para perceber a importância do soul na música popular dos séculos XX e atual.

Embora o sucesso estrondoso de Redding se restringisse ao universo de jovens negros americanos, alguns dos ídolos do soul de Memphis ganharam rios de dinheiro. James Brown chegou a ser dono de jato particular, duzentos imóveis, um castelo vitoriano e três estações de rádio.

Otis Redding morreu antes de fazer fortuna, mas é considerado por muitos amantes do gênero como um artista superior até mesmo a Ray Charles. Poucos meses antes de morrer, escreveu (Sittin’on)The Dock of the Bay enquanto descansava dentro de um barco atracado no porto de Salsalito, na Califórnia. A canção acabou se tornando o seu maior sucesso, ainda que póstumo.

Além de compositor genial, Redding foi um dos maiores intérpretes do soul. O fervor espiritual com que cantava, sempre suado e entregue à música, alternando momentos de profunda exaltação com outros de absurda delicadeza, fez dele uma verdadeira lenda. Uma pequena historinha ilustra bem o talento do rapaz: tendo abandonado a escola na adolescência para ajudar a família a pagar as contas, Redding resolveu concorrer em um show de talentos locais da cidade de Macon, na Geórgia, onde foi criado. Após faturar quinze edições seguidas do concurso, cujo prêmio era a assombrosa quantia de U$ 5, ele foi impedido pela organização de continuar competindo sob a alegação de que era impossível para outro concorrente vencê-lo.

Hoje, graças à Internet podemos ver performances incríveis do Rei do Soul, como sua interpretação do clássico Try a Little Tenderness, em uma turnê na Europa, no ano em que morreu, ou Respect, que levou Aretha Franklin ao topo da lista nos EUA.

PEDRO SCHPREJER

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