Mr. James Brown, 83 anos de puro Soul Funk!

Mr. James Brown, 83 anos de puro Soul Funk!

Original Funk Music

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So now ladies and gentlemen it is star time, are you ready for star time? Thank you and thank you very kindly. It is indeed a great pleasure to present to you at this particular time, national and international, known as the hardest working man in show business, the man that sings “I’ll Go Crazy” … “Try Me” … “You’ve Got the Power” … “Think” … “If You Want Me” … “I Don’t Mind” … “Bewildered” …the million dollar seller, “Lost Someone” … the very latest release, “Night Train” … let’s everybody “Shout and Shimmy” … Mr. Dynamite, the amazing Mr. Please Please himself, the star of the show, James Brown.

Sinto saudades de um tempo que não vivi, gostaria muito de poder voltar aos anos 70 para ter melhor ter aproveitado, era muito jovem e inexperiente, apenas no final que me tornara alguém capaz de entender o que acontecia no cenário musical, hoje coloco-me como um verdadeiro conhecedor e aficionado pelo Soul Funk. Diante disto relato uma passagem que me fez instantaneamente se apaixonar por tudo isto.

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Tudo aconteceu de maneira rápida, estava no antigo Museu do Disco, loja especializada em vinil com um catalogo enorme, localizada no centro de São Paulo, isto no início dos anos 80, fazia companhia a um querido tio que procurava um disco em especial do Tim Maia, ano de 1973…

Quando estávamos na prateleira de MPB garimpando os discos sou tomado pela música que soava das caixas da loja, viro mais que rápido e olho para o toca disco que rolava o som ambiente, estas lojas colocavam a capa do que estava tocando em pé para os ouvintes identificar, facilitando a divulgação, me aproximei e fiquei hipnotizado diante daquela capa, sem perceber meus pés batiam ao ritmo marcado do mestre, a cabeça balançava no compasso da música, quando termina o transe, retiro a capa e identifico o que tinha me feito parar por alguns minutos, uma das maiores bandas de Soul do planeta, The JBS, a banda do pai da Soul Music, James Brown, na hora me identifiquei, rapidamente comprei e levei o disco pra casa, pesquisando as informações na capa e contra capa deparei com a ficha técnica que até o momento era desconhecida para um garoto que conhecia apenas música caipira de raiz e o tal brega pop nacional dos anos 80, o disco era Damn Right I Am Somebody, de 1974.

Fred Wesley e sua trupe estavam infernais naquele disco, falando em musicalidade, ritmo e instrumentação, temos nada mais que músicos excepcionais (Bobby Bird, Pee Wee Ellis, Clyde Stubblefield, Fred Thomas, St. Clair Pinckney, Clayton “Chicken” Gunnells, Darryl “Hasaan” Jamison, Hearlon “Cheese” Martin, Isiah “Ike” Oakley, Jerone “Jasaan Sanford” Melson, Jimmy Nolen, Johnny Griggs, Robert Coleman, Russell Crimes, Sweet Charles Sherre ) fora Subs como Bootsy Collins entre outros, sempre ao comando dos mestres Maceo Parker e Fred Wesley que atentamente eram conduzidos pelo pai de todos, James Brown.

Hoje analisando que a debandada dos músicos da The JBS para o Parliament-Funkadelic deve ter influenciado o meu encontro com o disco nas prateleiras do museu do disco nos anos 80.

O Groove marcado, grave batendo forte, foi a descoberta musical que faltava para dar início a minha formação musical, a partir disso, buscar informações sobre a Soul Music era cada vez mais delicioso e a cada descoberta eu me aprofundava mais.

Posso garantir que minha influência foi a batida criada pelo mestre dos mestres, seu padrão de dois compassos constantes a parada no quarto tempo e um tiro de canhão na volta, isto foi o responsável por deixar um adolescente maluco e virar fã incondicional da Soul Funk em pleno anos 80.

Duvida? Ouça “Cold Sweat” no máximo e entenderá, ouça “Same Beat” e depois se conseguir não se mexer atire a primeira pedra.

g-marshall-wilson-james-brown-performs-in-zaire-africa-october-1974  James_Brown_Live_Hamburg_1973_1702730029Anos se passaram e sua obra continua viva, passou anos obscura, anos 90, 2000, mesmo no underground não perdeu a força, serviu de rico e farto conteúdo para dar força ao RAP, todos os grupos, Djs e envolvidos no mundo da música já beberam, sem descriminação alguma, todos os estilos musicais, modinha ou não, lixo e “super classudos” também beberam na fonte do mestre, depois de quase 10 anos da sua morte e 83 anos do seu nascimento ainda influencia gerações. A importância é tanta que posso afirmar, todos os ritmos vindo depois dos anos 70 deve ao pai do Soul os créditos, diretamente ou indiretamente ele esta presente.

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James Joseph Brown Jr. Nasceu na Georgia em 1933 precisamente em 03 de maio, pobre e preto, sem perspectivas de vida, viveu com sua tia que era dona de uma casa de caridade aos senhores com dinheiro, passou a infância fazendo de tudo, menos estudando, até quando foi preso e conheceu Bobby Bird, de lá pra cá , acessa aqui https://pt.wikipedia.org/wiki/James_Brown ( nem tudo é a mais pura verdade, mas consegue ter uma boa base).

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Alguns apelidos merecidos que colecionou durante a carreira,  Soul Brother Number OneSex MachineMr. DynamiteThe Hardest Working Man in Show BusinessThe King of FunkMinister of The New New Super Heavy FunkMr. Please Please Please Please HerI Feel GoodThe Original Disco Man e principalmente The Godfather of Soul (“O Padrinho do Soul”) e King of Soul (“Rei do Soul”).

Em poucas palavras deixo a minha divagação na data de hoje sobre um artista impar, o maior gênio da musica mundial, Mr. James Browm.

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Fhenso Souza
03-05-2016

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