History Of Funk

História do funk: do soul ao batidão

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O funk ganhou espaço na mídia brasileira há pouco menos de uma década, embora sua história tenha quase trinta anos. O nascimento deste ritmo, como a de muitos outros no Brasil, está intimamente ligado aos Estados Unidos.
O pianista norte-americano Horace Silver, na década de 60, pode ser considerado o pai do funk. Silver uniu o jazz à soul music e começou a difundir a expressão “funk style”. Nesta época, o funk ainda não tinha a sua principal característica: o swing. Foi com James Brown que o estilo tornou-se dançante e ganhou o mundo.
A soul music foi trazida ao Brasil por cantores como Gerson King Combo, que lançou em 1969 o disco Gerson Combo Brazilian Soul, com sucessos brasileiros como Asa Branca executados com a batida importada dos Estados Unidos. Tim Maia, Carlos Dafé e Tony Tornado também começaram a tocar sucessos do soul e adotaram a atitude e o estilo americanos do Black Power, fundando o movimento Black Rio. A grande musa da época era a paulistana Lady Zu.
Na década de 70 surgiram as primeiras equipes de som no Rio de Janeiro, como a Soul Grand Prix e a Furacão 2000, que organizavam bailes dançantes. Os primeiros bailes eram feitos com vitrolas hi-fi e as equipes foram, aos poucos, crescendo e comprando equipamentos melhores.
O legítimo funk carioca – A partir da década de 80, o funk no Rio foi influenciado por um novo ritmo da Flórida, o Miami Bass, que trazia músicas mais erotizadas e batidas mais rápidas. Para os especialistas em música, o funk carioca não pode ser chamado de funk: é apenas uma derivação do Miami Bass.
A partir de 1989, quando os bailes começaram a atrair cada vez mais pessoas, foram lançadas músicas em português. As letras retratavam o cotidiano dos freqüentadores: abordavam a violência e a pobreza das favelas. “Na época, o funk falava sobre as drogas, as armas, os comandos, mas artistas desta fase, como Claudinho e Buchecha, evoluíram para outros tipos de tema”, afirma Ivo Meirelles, do Funk’n’Lata. Ao mesmo tempo que as músicas abordavam o cotidiano das classes baixas, alguns bailes começaram a ficar mais violentos e ser palco de “brigas de galeras”, onde pessoas de dois lugares dividiam a pista em duas e quem ultrapassasse as fronteiras de um dos “lados”, era agredido pela outra galera.
A pressão da polícia, da imprensa e a criação de uma CPI na Assembléia do Rio de Janeiro em 1999 e 2000 acabaram com a violência em grande parte dos bailes, ao mesmo tempo que as músicas se tornaram mais dançantes e as letras, mais sensuais. Esta nova fase do ritmo, descrita por alguns como o new funk, se tornou sucesso em todo o país e conquistou lugares antes dominados por outros ritmos, como o Carnaval baiano. A Furacão 2000 continua uma das principais equipes de som e produtoras do mercado e hoje tem, ao lado de Rômulo Costa, uma nova cara: Verônica, sua mulher, que se descreve como a “Mãe Loura do Funk, glamourosa e purpurinada”.

Fonte : Théo Araújo

FUNK

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Batera, baixo, percussão, riffs de guitarra, teclados e outros instrumentos. Mas a bateria e o baixo sempre na frente. Isto é o Funky bateria e baixo comandam o som, o resto vem depois. Este conceito criado no final dos anos 60 e início dos anos 70, deu um novo rumo à música negra americana.

As bandas, que na sua maioria tiveram influências direta ou indireta do jazz, começavam a viver outra realidade, a realidade de criar novos sons, criar novos timbres.

O início dos anos 70 foi o da viagem musical, da criação, da luta contra o preconceito, contra a violência, contra a injustiça social e racial. A música foi a fonte de inspiração, e virou hino de batalha pelos direitos civis.

Filhos do jazz criado a partir de uma batida quebrada (do jazz), o Funky surgia como a música do “swing” , o “groove” da alma, James Brown foi o maior e sempre será o maior, o pai do Soul, senhor dinamite. Mas existiram outros que foram e serão sempre importantes para a música negra mundial. Serão sempre história e referência pois mudaram o comportamento de toda uma geração.

Dos movimentos surgidos entre os anos 60 e 70, o Hippie, Flower Power, Black Power , Psicodelismo, etc, a música negra sempre esteve presente como símbolo de luta, coragem e resistência cultural. O Funky e o Soul criaram adeptos por todo o mundo.

No Brasil as equipes de som foram responsáveis pela divulgação e popularização da música negra, fazendo história nos anos 70, atingindo principalmente o pessoal da periferia. Os bailes black juntavam uma “massa” imensa dos amantes do Funky´n Soul.

As equipes de som que em plenos anos 90, ressuge com tudo a adoração a Black Music do final dos anos 60, dos anos 70 e início dos anos 80. Os DJ´s e o Hip Hop logicamente são os responsáveis por isso descobrindo “beats” (batidas grouves alternativas), músicas que nunca foram sucesso de mídia, mas de ótimo arranjo musical perfeito, para produções.

(Texto extraído do Cd “Funky’n in Soul By Dj Hum”)

James Brown é……….

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Na história da Black Music, James Brown merece uma capítulo a parte…

Seu nascimento 3 de maio de 1933, em Barwel, Carolina do Sul, cresceu no estado da Geórgia onde morou com sua família em busca de emprego, lá estava um garoto negro no coração da América, pobre, sem grandes laços com sua família, havia grandes dificuldades para viver em um meio tão hostil. James foi ladrão, engraxate, e boxeador. Foi preso e ficou uma temporada no reformatório no estado da Geórgia.

De repente, calça boca de sino, bilisquete no pé e uma tamanha voz com várias canções inéditas, esse é o black power. James Brown desafiou o mundo com a sua musica Funk, uma obra revolucionária, a voz mais sampleada do mundo, emprestou e depositou sua imagem na Casa Branca aos setores que se opunham as mobilizações negras. O artista mais importante do SÉCULO XX.

Palavras de James Brown:

“Às vezes tenho vontade de explicar ao público o inferno que é preciso superar para sair para superfície”.

“Às vezes as pessoas me perguntam porque ando gravando tantos discos, eu respondo: Porque Henriy Ford fabricou tantos automóveis?”. Falar de James Brown sem mencionar a JB’s Band, é um pecado… Embora a JB’s seja praticamente desconhecida dos brasileiros, tratou-se de uma banda que teve tanta importancia quanto o próprio James Brown, na criação e divulgação do Funky Music… Não existiria HIP HOP se não houvesse James Brown e a JB’s Band…

A Banda era enorme, mas vale lembrar o nome dos 4 principais componentes…

James Brown: Vocal, Baixo, Orgão, Piano e percurssão

Fred Wesley & Maceo: Vocal, Trombone e percurssão

Willian “Bootsy” Collins: Baixo

James e a JB’s são os artistas mais sampleados do mundo… A batida da maioria dos balanços black de hoje em dia, vieram deles…

Vale conferir as músicas “same beat”, “some peas”, “gimme some more”, “make it funky” entre outras, com destaque especial para o trombone de Fred Wesley…

Black Brasil ’70: Uma Batida Diferente

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“Amar, como ama um black,
dançar, como dança um black,
usar, sempre o cumprimento black,
eu te amo brother”.
(Gérson K. Combo)

O final da década de setenta marca a estruturação de uma cena de música black no Brasil, o país que sempre teve uma forte raiz africana, agora incorporava influências da música negra norte-americana, sobretudo o soul e o funk de artistas como Stevie Wonder e James Brown. Surgiam experimentações que possibilitariam as pontes entre o samba e a black music, entre artistas antenados com movimentos sociais de luta pelos direitos civis nos EUA, tais como o movimento negro e o grupo organizado Black Panthers. No Brasil, em plena ditadura militar, idéias libertárias como as que inspiravam o movimento black eram cerceadas a qualquer custo, porém as gravadoras, percebendo o potencial criativo dos artistas, iriam buscar abrandar os discursos e inserir as novas batidas no mercado fonográfico.
Artistas negros já vinham se inserindo nos grandes veículos culturais desde o início da década, com a participação de Erlon Chaves e Banda Veneno, defendendo a música “Eu Também Quero Mocotó”, e Toni Tornado defendendo “BR-3”, no Festival Internacional da Canção em 1970. Por volta de 1974 os bailes black pipocavam pelo subúrbio carioca, sob as batutas de Ademir Lemos e do DJ Big Boy, e Jorge Ben já aparecia no topo das paradas com seu samba-rock. Porém no final da década, mais precisamente em ’77, há um grande impulso na música black, as gravadoras passam a investir e gravar, passa a haver um maior espaço na televisão.

Tim Maia: O maior expoente da black music brasileira.

Em meio a toda essa efervescência, uma figura merecia lugar de destaque à época, Gérson King Combo, com sua voz grave, batida funk sincopada, discurso engajado, e performance digna de James Brown (este aliás, enviou um telegrama ao cantor, encartado na contracapa de seu álbum de estréia). Nessa cena surgem também o baiano Hyldon, com o sucesso “Na rua, na chuva, na fazenda”, Paulo Diniz com “Quero Voltar Pra Bahia”, Cassiano, autor de “A Lua e Eu” e “Primavera”, esta gravada por Tim Maia, que deixou uma grande contribuição à música black com os álbuns Racional vols. 1 e 2, e depois partiu para uma carreira mais eclética, ou comercial como defendem alguns.
Muitos outros artistas não tiveram o mesmo destaque, porém possuem a mesma importância neste cenário, como por exemplo: Carlos Dafé, Miguel de Deus, Banda Black Rio, Dom Mita, Tony Bizarro, Dom Beto, Trio Esperança, Mão Branca (pseudônimo de Gerson Combo), Robson Jorge e outros. Porém, com o sucesso da cena, a ascensão de artistas negros no showbizz, a repressão do regime era previsível, jovens negros que usavam cabelo black power eram revistados nos bailes, a censura restringia as letras de cunho crítico, os shows era ostensivamente policiados. Somando-se a isso, as gravadoras paulatinamente deixavam de investir, já de olho no novo filão comercial que se apresentava para a década de ’80, o rock.

O baiano Hyldon, autor de “Na rua, na chuva, na fazenda”

Poucos artistas daquela época áurea ainda estão na ativa, muitos caíram no ostracismo produtivo, por conta das flutuações do mercado musical brasileiro, dos monopólios culturais de certos gêneros de difusão epidêmica etc. O fato é que a música black brasileira da década de ’70, influenciou e influencia grande parte da produção musical contemporânea, desde todo o rap nacional, passando pelo “funk” carioca, até o trabalho de artistas como O Rappa, Seu Jorge, D2, Paula Lima, Funk Como Le Gusta dentre tantos outros. Muitos desses trabalhos têm sido relançados em CD, como o Racional do Tim Maia, o disco do Hyldon, Maria Fumaça e outros da Black Rio. Alguns outros podem ser baixados na rede, ou então garimpados em sebos de vinil.

Em breve no blog!!!

Discoteca Básica
– Black Soul Brothers: Miguel de Deus (1974)
– Na rua, na chuva, na fazenda: Hyldon (1974)
– Trio Esperança: Trio Esperança (1974)
– Nesse Inverno: Tony Bizarro (1974)
– Racional vols. 1 e 2: Tim Maia (1974/5)
– Cuban Soul: Cassiano (1976)
– Gérson King Combo: Gérson King Combo (1977)
– Maria Fumaça: Banda Black Rio (1977)
– Venha Matar Saudades: Carlos Dafé (1978)
– Melô do Mão Branca: Mão Branca (1979)

Texto do rasgamortalha

Disco Dance Music !!

História

Não se sabe exatamente como e quando o movimento disco começou. Alguns dizem que ele surgiu no início dos anos 70, nas discotecas de Chicago, Nova York e Filadélfia, onde haviam festas totalmente dançantes, freqüentadas por um público alternativo. Outros afirmam que a disco music só começou mesmo depois da abertura da Studio 54 – em Nova York – e do lançamento do filme “Embalos de Sábado à Noite” em 1977, que foi a época em que a mania se espalhou pelas rádios, gravadoras, discotecas e estava gerando bilhões por ano. No entanto, a Disco não foi um gênero musical pré fabricado, criado em um curto período de tempo em que se possa estabelecer um ponto original determinado. Isso porque quando se fala da Disco Music, define-se um estilo musical que surgiu a partir da transformação de elementos de diversos gêneros musicais como do Soul, Jazz e Funk. Assim, para contar a história da música Disco é preciso viajar um pouco em cada um desses estilos até que se tenha formada a chamada

Disco Music.

DISCO DANCE MUSIC 70 & 80

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Como todos os gêneros musicais similares, definir um único ponto de início é difícil, uma vez que muitos elementos daquilo que hoje se chama “disco music” aparecem em gravações bem anteriores ao seu “boom”.

No começo, a maioria das músicas era consumida por pequenas audiências, em clubes noturnos e de dança, e não por um público mais amplo, ouvinte de rádio.

Entre as influências musicais que a Disco’ recebeu estão o Funk, o Soul, a Salsa e os ritmos musicais latinos ou hispânicas.

No ano de 1975 é que a “disco’ music” realmente decolou, com sucessos como “The Hustle” (de Van McCoy) e o primeiro sucesso de Donna Summer, “Love To Love You Baby” atingindo os primeiros lugares.

Em 1975 ocorreu também o lançamento do primeiro “disco mix” (música remixada por um disc-jóquei), com a música de Gloria Gaynor “Never Can Say Goodbye”.

Da Europa, surgiram grupos como Silver Convention e Boney M , Santa Esmeralda e La Bionda .

O grupo sueco ABBA, que inicialmente fazia um gênero romântico, também embarcou no “fenômeno disco’”, com Dancin’ Queen, Gimme, Gimme, Gimme, Super Trouper e outras.

A popularidade do estilo atingiu o auge na chamada Era Disco, entre 1979/1980, em parte devido ao filme de 1977 “Saturday Night Fever”, com John Travolta.

Até no Brasil o estilo deixou sua marca, com a novela Dancin’ Days, da Rede Globo de Televisão (em 1978) e o efêmero sucesso do grupo As Frenéticas.

No início dos anos 80 músicos e grupos como George Benson, Patrice Rushen, os Brothers Johnson, Commodores, S.O.S. Band e outros artistas lançaram sucessos claramente influenciados pela disco’ (porém, sem o rótulo “Disco Music”, que já parecia ter “cansado” o público. Eram rotulados apenas de “Dance Music” ou de Funk).

Após 1980 a disco’ music se metamorfoseou e deixou influências nos gêneros que a sucederam.

Pra relembrar esta época segue algumas faixa pra matar a saudade!!!!!!

Classicas……

Aretha Franklin – Jump To It

Essa é versão Disco da ¨A Fifth of Beethoven¨…

Essa è uma Paulada !!!!

A taste of honey – sayonara

Pure Disco!!!

Al Hudson & The Partners – You Can do It

7:03 minutos de Dance!!!

Mestre!!!

Barry White – Its Ectasy When you Lay Down

Muito Tocada nas pistas ate hoje!!!

A Deep Motion – Free Flow

Impossivel ficar parado!!!!

Chemise – She Can t Love You

Pra fechar outra classica!!!

Afterbach – Wanna Fill Fou

Pai do Soul, pai muitas vezes

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As pessoas que telefonavam para uma certa residência de Houston ultimamente se deparavam com uma mensagem alegremente assertiva: “Você acabou de ligar para a residência de LaRhonda Petitt Brown”.

Então, enquanto uma música gospel crescia ao fundo, ela dizia: “O que Deus reserva a você, é para você, que seja abençoado! Tchau”.

LaRhonda, uma comissária de bordo aposentada de 45 anos, pode ser perdoada por dar uma ênfase particular ao seu sobrenome, ou por parecer particularmente ávida em proclamar as dádivas de Deus. Exames laboratoriais recentemente confirmaram o que ela diz há anos para sua família: que seu pai era James Brown, o Pai do Soul.

Desde a morte de James Brown em 25 de dezembro, cerca de uma dúzia de pessoas se apresentaram pedindo para que seu DNA fosse comparado ao do cantor, disse Albert H. Dallas, um curador dos bens de James Brown. Até o momento, três exames apresentaram resultado positivo, disse Dallas. Uma mulher da Flórida e outras pessoas se recusaram a vir a público.

OS HERDEIROS DO “SEX MACHINE”

LaRhonda, em uma entrevista por telefone na quarta-feira, disse que soube em 1º de maio que o exame de DNA realizado pela Laboratory Corporation of America, a empresa que recebeu a amostra de DNA do artista falecido para análise comparativa, apresentou uma probabilidade de 99,99% de James Brown ser seu pai.

“Eu dizia ‘Sim! Sim!’ e chorava ao mesmo tempo, porque ninguém nunca acreditou em mim”, disse LaRhonda.

LaRhonda contou que sua mãe, Ruby Shannon, que morreu quando ela tinha 13 anos, teve um relacionamento com James Brown no início dos anos 60 em Los Angeles. Ela disse não saber como os dois se conheceram.

Apesar de ter falado com seu pai várias vezes ao longo dos anos, ele nunca a reconheceu como sua filha.

“Ele me dizia: ‘Eu e sua mãe éramos amigos’, e eu respondia: ‘Sim, eu também era amiga do pai dos meus bebês. Isto não me impediu de engravidar’”, disse LaRhonda, rindo.

Mas então, mais sobriamente, ela acrescentou: “Ele tinha seus motivos, eu acho. Meu pai não sabia como amar”.

Os advogados que disputam a herança de James Brown disseram que a notícia de que o autor de “Sex Machine” (máquina de sexo) a compôs a partir de sua experiência não é uma surpresa.

“Eu não acho que alguém tinha dúvida de que o sr. Brown gerou outros filhos, vamos colocar desta forma”, disse Robert N. Rosen, um advogado da Carolina do Sul que representa Tommie Rae Brown, a contestada quarta esposa de James Brown e seu filho, James J. Brown II.

Mas a descoberta de mais herdeiros potenciais complica ainda mais a distribuição do patrimônio do artista e quanto pode valer, se é que vale algo, a confirmação da paternidade de James Brown.

Um testamento, assinado por James Brown em 2000, deixou os pertences de seu lar e itens pessoais para seis filhos citados, disse Rosen.

Tal documento também inclui termos que excluem especificamente quaisquer outros filhos da partilha da herança, disse Louis Levenson, o advogado que representa os seis filhos reconhecidos.

Tommie Rae Brown, que se casou com o cantor em 2001 na casa dele em Beech Island, Carolina do Sul, e James II, 6 anos, não foram citados no testamento. Ela está lutando por metade do patrimônio de James Brown na condição de sua viúva.

Um juiz na Carolina do Sul nomeou dois administradores especiais para monitorarem as ações dos três representantes pessoais encarregados dos dois fundos detentores de grande parte dos ativos de James Brown.

O James Brown “I Feel Good” Trust foi criado com o propósito de educar crianças pobres da Carolina do Sul. Outro fundo, o James Brown Family Education Trust, foi criado para financiar a educação dos netos do cantor.

Mas Tommie Rae Brown e os seis filhos citados no testamento argumentam que os representantes pessoais encarregados do controle dos fundos apresentam conflitos de interesse e abusaram de sua autoridade.

Um dos curadores, David G. Cannon, que foi acusado de preencher um cheque de US$ 350 mil para si mesmo poucos dias antes da morte de James Brown e de descontá-lo um dia depois de sua morte, deixou o cargo e devolveu o dinheiro. O tribunal deverá ouvir a ação para a remoção dos outros dois curadores, Dallas e Alfred A. Bradley. Enquanto isso, o reverendo Larry Fryer, o ex-pastor de James Brown, que teme que o dinheiro destinado às crianças necessitadas esteja sendo desperdiçado em batalhas judiciais, impetrou uma ação para colocar um fim às ações legais.

Nada disto deteve LaRhonda Petitt Brown, que disse estar lutando pelo dinheiro do fundo de educação para suas duas filhas. “Ah, eu receberei parte dele”, disse LaRhonda. “O zelo que exibo é totalmente James Brown”.

por Brenda Goodman

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Nelson Triunfo em momento triunfante na platéia de James Brown em 1978. Foto de Penna Prearo

Do purgatório Pernambuco ao duro Triunfo em São Paulo… Inicio dos anos 70. Cidade de Triunfo, Pernambuco…

A vida do jovem Nelson Gonçalves Campos Filho, sempre foi de muito trabalho árduo no campo como agricultor. Nos tempos vagos, este adolescente corria para a cidade a fim de se envolver com a cultura local e com todas as novidades da época, o que acabou resultando no despertar de sua vocação como dançarino do bloco “Cambina Maracatu”, transformando-o posteriormente em um profundo conhecedor dos ritmos do maracatu e do frevo. Mas não foi apenas para a conversão à cultura local que suas idas ao centro lhe proporcionaram. Este jovem franzino conheceu o “Soul” dos afro-americanos se contagiou com a nova proposta. A necessidade de valorização social o levou a migrar para a cidade de Paulo Afonso (BA), com apenas 15 anos de idade, em busca de oportunidades. Lá, Nelson prosseguiu com os estudos e passou a trabalhar como auxiliar de topógrafo na Usina de Paulo Afonso. Tornou-se inevitável o seu envolvimento com as festas black da cidade, inclusive, ele é considerado o primeiro nordestino a interpretar os movimentos de James Brown e a formar um grupo de dança, “Os Invertebrados”…

1974. Brasília…
Chegando a capital do Brasil, o jovem Nelson concluiu o ensino médio e tornou-se topógrafo, mas sem descolar a atenção das festas, tornando-se um especialista na organização destes eventos. Morou em Ceilândia (considerada na época a maior favela do mundo), em Sobradinho e em outras localidades. Sua popularidade cresceu ainda mais quando passou a se apresentar nos eventos da equipe “Super Som 2000”, onde pôde percorrer por todo o Distrito Federal arrebatando multidões com a sua dança. Sua dedicação ao Soul o levou a organizar caravanas para conhecer os bailes do Rio de Janeiro, na época a Meca da Cultura Black Nacional. Lá foi apelidado por Toni Tornardo de “O Homem Árvore”, devido a sua altura e tamanho de cabelo.

1976. São Paulo…
Formado no ensino médio, Nelson segue rumo a Terra da Garoa, com o ímpeto de viver da black music. Morando inicialmente na casa de um irmão que já estabelecido algum tempo na cidade, o soulman iniciou seu intercâmbio junto aos redutos black, o que contribuiu para a formação do grupo “Funk & Cia”.

Nasce então o soulman Nelson Triunfo para o estado de São Paulo! Cabe ressaltar que o Funk & Cia se tornou um articulador poderoso na pacificação entre adeptos que não se entendiam por conta das rivalidades territoriais, percorrendo por todos os bairros do estado, demonstrando que todos eram iguais e precisavam se unir.

Sua ousadia o declarou um embaixador do soul paulistano em novos intercâmbios no Rio, em prol do crescimento dos bailes blacks de São Paulo. Em 1983, o programa de auditório do apresentador “Silvio Santos”, exibido na extinta TVS, promoveu concursos para divulgar uma “nova dança”, vinda dos guetos americanos conhecida como break dance.

Nelsão, como também é conhecido, mesmo não conhecendo totalmente os movimentos dos b.boys, aceitou o desafio e compareceu na emissora.

A partir daí, o “Funk & Cia”, passou a levar a break dance as ruas e montou sua base em frente ao Teatro Municipal, tornando-se agora o principal embaixador da Cultura de Rua denominada de Hip-hop, para todo o Brasil.

Devido à má acomodação e a incompreensão da Polícia, eles se mudaram para as esquinas das ruas Dom José de Barros com a 24 de Maio (Centro – SP). Sua insistência atraiu pouco a pouco uma grande gama de adeptos do estilo, até que acabou chamando também a atenção (e a intenção), dos comerciantes de discos e artigos da cultura black, da Rua 24 de Maio e das Grandes Galerias do centro da cidade, que passaram a apoiá-los.

“Em 83, surgiu em São Paulo, a ‘Discoteca Fantasy’. Os DJs traziam novidades do exterior – faziam uns scratches. Lá, nós começamos a nos encontrar e a desenvolver o ‘break’. Aí, tive a idéia de trazer o movimento para a rua – como era feito no Bronx, começou na 24 de Maio… A gente tinha problemas com a polícia… Quando fazíamos o ‘moonwalker’ (movimento de andar para trás popularizado por Michael Jackson), o pessoal pedia para levantarmos o pé para ver se tinha rodinha… Era um tipo de mágica, o jogo da cabeça, o movimento do corpo, era como se não tivéssemos ossos! Chamavam a gente de invertebrados.

Muitos de nossos movimentos foram extraídos da capoeira e também da dança afro-brasileira”, relembra emocionado Nelson Triunfo em entrevista a revista Sport Wear. Em meados dos anos 80 Nelsão, uniu sua experiência de militância no Movimento Negro, com a sua arte de dança e passou a ministrar também oficinas de dança em parceria com os projetos sociais promovidos pelo governo da ex-Prefeita Luiza Erundina (PT) na cidade de São Paulo, dentre estes o “RapEnsando a Educação”, com itinerância por todas as escolas do município. Mas sua benéfica ousadia estava apenas começando: em 84, ele surpreendeu o público sambando em plena avenida uma mistura de passos que variavam entre o samba, o soul, o funk e o break, garantindo o Estandarte de Ouro, como melhor passista do samba paulistano, pelo GRES Vai Vai.

O acontecimento culminou no convite da gravação da vinheta de abertura da novela Partido Alto (Rede Globo), além de algumas intervenções do Funk & Cia em alguns capítulos, colaborando ainda mais para a difusão do hip-hop por todo o país. Nos anos 90 foi convidado a integrar ao projeto da Casa do Hip-hop de Diadema, apoiada pela Prefeitura Municipal de Diadema, em prol do resgate de jovens em situação de risco, realizando atividades sócio-educativas estimuladas pelos elementos do hip-hop, onde permanece ativo até hoje.

O currículo artístico de Nelson Triunfo se estende a participações inusitadas ao lado de personalidades com Tony Tornado, Gerson King Combo, Paula Lima, Sandra de Sá, Leci Brandão, Tim Maia, Gilberto Gil e Jimmy Cliff provando para juventude sem perspectivas que existe alternativas mais positivas de crescimento na sociedade através de um movimento como o hip-hop, sem a necessidade de buscar falsas ilusões no crime e nas drogas…

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Nelsão, James Brown e Paulo Ingles

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Nelson Triunfo e Gerson King Combo

Publicado por: Escritor Alessandro Buzo

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